Com EMRC em Taizé
Alunos do Agrupamento de Escolas de Santa Comba Dão passam uma semana em Taizé
Por Susana Nunes, AESCD 11ºA
Meia centena de alunos do 11º e 12º anos que frequentam a disciplina de Educação Moral e Religião Católica no Agrupamento de Escolas de Santa Comba Dão estiveram na semana de 02/03 a 10/03/2019 em Taizé, França, integrados num grupo mais vasto de alunos portugueses da região centro que, uma vez mais, se deslocaram àquela comunidade religiosa ecuménica.
Ao todo estiverem mais de 1500 jovens portugueses a realizar esta experiência em Taizé, contactando com jovens de outras nacionalidades à procura de inspiração e de paz interior, numa busca incessante e espiritual.
Após uma viagem de autocarro de quase 24 horas, que teve início na manhã do dia 02 de Março, os alunos de Santa Comba Dão chegaram a Taizé e começaram logo a participar no ritual diário que viria a marcar os próximos 8 dias: eucaristias matinais (07h30) e 3 orações diárias (08h20, 12h20 e 20h30), convocadas pelos sinos que dominam o espaço da comunidade, pontuadas pelos cânticos e pelos muitos momentos de silêncio que fomentam a reflexão individual.
As refeições frugais constituíram, para muitos, um choque culinário, mas foram suficientes para nos alimentar os corpos e as almas, dando-nos energia para a participação nos grupos de trabalho, orientados por professores ou jovens veteranos nas visitas a Taizé.
Se a maioria dos participantes já tinha contactado com o espírito de Taizé – quer por já terem participado em orações com cânticos de Taizé organizadas nas diferentes paróquias de Santa Comba Dão, quer por serem repetentes nesta verdadeira peregrinação a França – a verdade é que o envolvimento físico com local e a partilha diária com os Irmãos que orientam a vida religiosa naquela comunidade constituem a experiência única e diferenciadora de se estar e viver Taizé.
A comunidade de Taizé foi fundada durante os últimos anos da II Guerra Mundial por um grupo de religiosos, nomeadamente pelo Irmão Roger (1915-2005), nesta localidade francesa junto à fronteira com a Suiça e muito perto de Cluny. Para além da evidente procura pela Paz, Taizé distinguiu-se muito cedo pelo seu ecumenismo, isto é, pela integração de representantes das várias igrejas cristãs. Taizé não é, assim, um santuário católico como tradicionalmente o concebemos, mas antes um local essencialmente cristão, cujos méritos para a paz e a união entre cristãos têm vindo a ser destacados e reconhecidos por diferentes Papas.
Como experiência pessoal destaco a oportunidade que Taizé me proporcionou de reflectir, em paz e em silêncio, sobre algumas questões fundamentais da vida, ao mesmo tempo que o contacto com jovens de outras partes do mundo me permitiu reconhecer que somos muito semelhantes relativamente àquilo que desejamos e tememos.
Taizé… até breve.
(fotos cedidas pelo Professor de EMRC Paulo Aparício, et al)